Justiça libera recursos para pagamento de rescisões dos trabalhadores do HMISC

Decisão atende a pedido para reter repasses e garantir direitos trabalhistas de profissionais após transição de gestão no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma. Uma decisão judicial tr

Justiça libera recursos para pagamento de rescisões dos trabalhadores do HMISC

Decisão atende a pedido para reter repasses e garantir direitos trabalhistas de profissionais após transição de gestão no Hospital Materno Infantil Santa Catarina, em Criciúma.

Uma decisão judicial trouxe um importante desdobramento para a crise trabalhista que envolve o Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma. A Justiça autorizou a liberação e retenção de valores financeiros para garantir o pagamento das verbas rescisórias e salários atrasados dos profissionais da saúde que atuavam na unidade sob a antiga administração.

A medida ocorre após forte mobilização da categoria, que chegou a realizar protestos na Avenida Centenário para cobrar os direitos devidos pela organização social que geria o hospital até a recente transição administrativa.

Entenda o caso e a transição de gestão

A instabilidade começou com o fim do contrato da antiga gestora, o Instituto Ideas, que deixou a administração do HMISC. A partir de 1º de junho, a gestão do hospital foi oficialmente assumida pela nova administradora, a Irmandade Santa Casa da Misericórdia de São Bernardo do Campo.

Embora o sindicato da categoria (SindiSaúde) tenha articulado para que os trabalhadores que desejassem permanecer fossem recontratados pela nova gestão, os desligamentos e o encerramento do vínculo anterior geraram as obrigações rescisórias que não haviam sido pagas no prazo legal.

Protestos e a intervenção do Estado

Diante do calote iminente e do atraso no repasse do complemento do piso nacional da Enfermagem (cujos valores os trabalhadores alegavam já estarem disponíveis), técnicos e demais profissionais iniciaram manifestações para denunciar o descaso.

Para conter o cenário de insegurança trabalhista e evitar uma paralisação que pudesse comprometer o atendimento materno-infantil na região, o Governo do Estado de Santa Catarina ingressou com uma ação liminar. O objetivo foi justamente reter parte dos repasses mensais destinados à antiga gestão para direcionar os recursos diretamente ao bolso dos trabalhadores.

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