Calote internacional deixa produtores de arroz de Santa Catarina no prejuízo

Produtores de arroz de Santa Catarina acumulam um prejuízo milionário após um calote envolvendo empresas da Venezuela e de Cuba, resultado de uma operação de exportação realizada há cerca de dois anos

Calote internacional deixa produtores de arroz de Santa Catarina no prejuízo

Produtores de arroz de Santa Catarina acumulam um prejuízo milionário após um calote envolvendo empresas da Venezuela e de Cuba, resultado de uma operação de exportação realizada há cerca de dois anos. O não pagamento das mercadorias entregues gerou um rombo que hoje ultrapassa R$ 20 milhões, valor que segue sendo discutido na Justiça.

A negociação foi feita por meio de uma empresa intermediadora sediada no Rio Grande do Sul, responsável por comercializar o arroz catarinense com compradores estrangeiros. Apesar de o produto ter sido entregue conforme o contrato, as empresas importadoras não honraram os pagamentos, o que acabou recaindo diretamente sobre os produtores brasileiros.

Inicialmente, a dívida girava em torno de R$ 14 milhões, mas, com a aplicação de juros, correção monetária e encargos legais, o montante cresceu significativamente. Diante do impasse, os arrozeiros ingressaram com ações judiciais para tentar recuperar os valores, buscando a execução de garantias contratuais, entre elas imóveis vinculados à operação.

O impacto vai além das perdas financeiras imediatas. Representantes do setor avaliam que o episódio compromete a confiança dos produtores em negociações internacionais, especialmente com países que enfrentam instabilidade econômica e política. Como consequência, exportações para esses mercados foram reduzidas ou suspensas, afetando o planejamento e a expansão do setor arrozeiro catarinense.

O caso também reacende o debate sobre os riscos do comércio exterior sem mecanismos robustos de proteção ao exportador. Especialistas do agronegócio alertam que situações como essa reforçam a necessidade de análises de risco mais rigorosas, uso de seguros de crédito e maior cautela em operações com países historicamente inadimplentes.

Enquanto o processo judicial segue sem desfecho definitivo, produtores de Santa Catarina convivem com a incerteza e com o peso de um prejuízo que afeta não apenas empresas individuais, mas toda a cadeia produtiva do arroz no estado.

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